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Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações brasileiras em 21% nos primeiros cinco meses
As exportações brasileiras de itens alcançados pela redução ou eliminação de tarifas no acordo Mercosul-UE cresceram 21% entre maio e setembro. O dado reforça a Europa como frente de expansão para indústrias, alimentos
As exportações brasileiras de produtos alcançados pela redução ou eliminação de tarifas no acordo entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% entre maio e setembro, nos cinco primeiros meses de aplicação provisória do tratado. O desempenho transforma a abertura comercial em um sinal concreto para companhias que buscam diversificar receita e escala fora do mercado doméstico, em um ambiente no qual movimentos de [expansão de portfólio e canais](https://portal.oformi.com.br/noticia/mercado-livre-amplia-venda-de-medicamentos-e-eleva-pressao-digital-sobre-redes-de-farmacia-f3493c) reposicionam a disputa por crescimento.
O número considera as vendas de mercadorias brasileiras que passaram a contar com condições tarifárias mais favoráveis na entrada no mercado europeu. Mais do que um indicador de comércio exterior, a aceleração evidencia como regras de acesso podem alterar decisões de produto, certificação, embalagem, distribuição e construção de marca para públicos internacionais.
Para indústrias de alimentos, bebidas, bens de consumo e manufaturados, a redução de barreiras tende a ampliar o espaço para estratégias que combinem competitividade operacional e diferenciação percebida. A oportunidade não se resume a vender mais volume: exige adequar propostas comerciais, narrativas de origem, rastreabilidade e canais à demanda de compradores, varejistas e consumidores europeus.
A Europa passa, assim, a ganhar peso nas conversas de crescimento de empresas brasileiras que antes concentravam sua expansão regional na América Latina ou no mercado norte-americano. A lógica se aproxima da busca por novas avenidas de receita vista em categorias de consumo, como a entrada de [bebidas funcionais no portfólio de marcas consolidadas](https://portal.oformi.com.br/noticia/ambev-amplia-guarana-antarctica-zero-com-fibras-e-avanca-em-bebidas-funcionais-080911): acesso a um novo público só se converte em resultado quando vem acompanhado de uma oferta clara.
A aplicação provisória do acordo também eleva a pressão por capacidade comercial e logística. Exportadores precisarão transformar a vantagem tarifária em disponibilidade, previsibilidade de entrega e presença nos pontos de venda ou plataformas que concentram a demanda. Para lideranças de marketing e negócios, a agenda deixa de ser exclusivamente institucional e passa a envolver seleção de mercados, arquitetura de portfólio e investimento em relacionamento com distribuidores.
O crescimento de 21% nos primeiros meses não garante uma trajetória linear, mas oferece um primeiro termômetro sobre a resposta das empresas brasileiras às novas condições de acesso. À medida que o fluxo comercial amadurecer, marcas com estrutura para adaptar produtos e comunicação ao mercado europeu podem encontrar no acordo uma via relevante de internacionalização — assim como empresas vêm redesenhando ofertas para disputar [novas frentes de receita no varejo](https://portal.oformi.com.br/noticia/ifood-amplia-black-friday-para-mercado-farmacia-e-pet-e-mira-alta-de-60-nas-vendas-418b0f).