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Body+Soul abre campanha de quatro semanas para transformar Sex Census em plataforma editorial

A australiana Body+Soul inicia em 30 de agosto uma campanha editorial de quatro semanas baseada em seu Sex Census. Com dados de mais de 2 mil pessoas, o projeto amplia o uso de pesquisa proprietária como produto de

Body+Soul abre campanha de quatro semanas para transformar Sex Census em plataforma editorial

A Body+Soul vai transformar seu levantamento anual sobre saúde e comportamento sexual em uma campanha editorial de quatro semanas, com início previsto para 30 de agosto na Austrália. A iniciativa usa os resultados do Sex Census como matéria-prima para conteúdo em diferentes canais e se aproxima de uma lógica que também aparece em projetos de [TV, streaming e redes conectados à conversão](https://portal.oformi.com.br/noticia/sbt-cria-black-friday-live-show-e-conecta-tv-streaming-e-redes-sociais-a-conversao-e00ab5): fazer de uma pauta um ativo contínuo de audiência, distribuição e relevância comercial.

A pesquisa ouviu mais de 2 mil pessoas entre 18 e 80 anos e reúne informações sobre atitudes, hábitos e comportamentos. A publicação programou a divulgação para o período que antecede o Dia Mundial da Saúde Sexual, em 4 de setembro, conectando o calendário de conteúdo a uma data com potencial de repercussão pública e conversa nas plataformas.

Para uma marca editorial, o movimento vai além da publicação de um relatório. Pesquisas proprietárias criam um território de conteúdo difícil de replicar, oferecem novos recortes para redes, newsletters e formatos audiovisuais e podem sustentar conversas com anunciantes em categorias como bem-estar, saúde, autocuidado, relacionamentos e varejo de conveniência.

A operação também reforça uma disputa central para empresas de mídia: converter conhecimento sobre a audiência em produtos editoriais recorrentes. É uma frente próxima à estratégia de plataformas que organizam acervo e informação para gerar novas experiências, como no caso da [IA baseada em acervo editorial lançada pelo NeoFeed](https://portal.oformi.com.br/noticia/neofeed-lanca-plataforma-de-ia-baseada-em-seu-acervo-editorial-65af61), ainda que a proposta da Body+Soul esteja centrada em pesquisa, pauta e distribuição.

A janela de quatro semanas permite que um único estudo seja desdobrado sem depender de uma reportagem isolada. Para anunciantes, esse formato pode ampliar frequência de exposição em contexto editorial; para a publicação, estende a vida útil do dado e transforma a cobertura em uma propriedade temática com audiência mensurável.

O Sex Census chega, assim, como uma plataforma de conteúdo ancorada em dado próprio e em um momento cultural específico. Em um ambiente no qual canais sociais e venda digital ganham peso — como mostra o avanço do [social commerce da Centauro](https://portal.oformi.com.br/noticia/centauro-soma-r-157-milhoes-com-social-commerce-e-eleva-peso-do-canal-nas-vendas-digitais-3e4104) —, projetos editoriais multiplataforma passam a disputar não só atenção, mas também presença nas jornadas de descoberta e decisão.