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Confiança em IA supera entusiasmo e muda a cobrança sobre marcas e plataformas

A confiança em inteligência artificial chegou a 33% e superou o entusiasmo, com 29%, em levantamento da CARMA. Para empresas, o dado desloca a disputa de novidade para transparência, utilidade e governança.

Confiança em IA supera entusiasmo e muda a cobrança sobre marcas e plataformas

A confiança em inteligência artificial passou a superar o entusiasmo entre o público, segundo novo levantamento da CARMA. Para empresas que já colocam IA em produtos e jornadas de atendimento — como mostra o avanço de recursos com escolha do usuário no [Firefox](https://portal.oformi.com.br/noticia/mozilla-leva-ia-ao-firefox-com-opt-in-e-pressiona-nova-disputa-por-busca-no-navegador-26ffba) — o dado indica uma mudança relevante: a tecnologia deixa de ser apenas promessa de inovação e entra no terreno da responsabilidade operacional.

No estudo, 33% dos entrevistados apontaram confiança como principal emoção em relação à IA, ante 29% que citaram entusiasmo. É a primeira vez que a confiança lidera esse indicador no acompanhamento da empresa. A virada sugere que o consumidor está mais disposto a conviver com ferramentas automatizadas, desde que elas entreguem valor identificável e não ampliem a sensação de perda de controle.

A adesão, no entanto, não significa permissão irrestrita. A confiança da mídia no tema caiu de 35% para 26%, sinalizando uma distância entre a receptividade do público e o escrutínio sobre como empresas desenvolvem, treinam, comunicam e aplicam sistemas de IA. Para marcas, isso aumenta a importância de tornar visíveis critérios de privacidade, revisão humana, segurança e limites de uso dos dados.

O efeito chega diretamente à comunicação. Campanhas e interfaces que tratam IA apenas como selo de modernidade tendem a enfrentar uma audiência mais exigente sobre a utilidade concreta da tecnologia. A mesma lógica vale para ativos criativos: uma marca que constrói memória própria, como a [HDI Seguros ao transformar um jingle em ativo de marca](https://portal.oformi.com.br/noticia/hdi-seguros-lanca-campanha-com-ferrugem-e-transforma-jingle-em-ativo-de-marca-80cb0a), tem referências que ajudam a diferenciar automação de identidade.

A nova fase também desloca a discussão para produto e experiência. Assistentes de compra, recomendações, atendimento e ferramentas de criação precisam apresentar benefícios claros, linguagem compreensível e opções de escolha. A confiança não se consolida pelo anúncio de uma funcionalidade, mas pela consistência entre o que a empresa promete, o que o algoritmo faz e o que o cliente consegue contestar ou ajustar.

Para lideranças de marketing, tecnologia e produto, o resultado reforça que a disputa por IA será também uma disputa por reputação. Marcas que conectarem personalização a transparência podem ganhar relevância em jornadas digitais e físicas, sobretudo em programas de relacionamento — área em que movimentos como as [recompensas gamificadas da Sephora](https://portal.oformi.com.br/noticia/sephora-reforca-fidelidade-com-recompensas-gamificadas-e-mais-experiencia-no-varejo-794ec7) já elevam a expectativa por experiências mais úteis e individualizadas.