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iFood amplia Black Friday para mercado, farmácia e pet e mira alta de 60% nas vendas

O iFood quer crescer 60% em vendas na Black Friday ao ampliar ofertas para mercado, farmácia, pet shop e itens de consumo diário, reduzindo a dependência da ocasião sobre restaurantes.

iFood amplia Black Friday para mercado, farmácia e pet e mira alta de 60% nas vendas

O iFood quer transformar a Black Friday em uma data de abastecimento recorrente, e não apenas de pedidos de refeições. A plataforma prevê crescimento de 60% nas vendas durante a campanha e estende sua ofensiva promocional a mercado, farmácia, pet shop e produtos cotidianos, em um movimento que reforça a disputa por frequência de compra no aplicativo. A estratégia se conecta à pressão competitiva que já alcança categorias reguladas e de alta recorrência, como mostra o avanço do [Mercado Livre na venda de medicamentos](https://portal.oformi.com.br/noticia/mercado-livre-amplia-venda-de-medicamentos-e-eleva-pressao-digital-sobre-redes-de-farmacia-f3493c).

Com descontos anunciados de até 80%, a campanha posiciona o app como uma vitrine de conveniência para diferentes missões de consumo. Para o iFood, a data oferece uma oportunidade de aumentar o tíquete médio por pedido, levar usuários da alimentação a outras verticais e dar mais visibilidade aos parceiros que operam no ecossistema de entregas rápidas.

A ampliação de categorias altera também a lógica promocional da plataforma. Em vez de concentrar comunicação em cupons para restaurantes, a operação passa a disputar orçamento com supermercados, redes de farmácia, lojas especializadas e marketplaces. A qualidade da apresentação dos itens se torna parte dessa disputa: no comércio digital, [imagens inconsistentes podem se tornar barreira de conversão](https://portal.oformi.com.br/noticia/estudo-da-photoroom-alerta-imagem-inconsistente-vira-barreira-de-conversao-no-e-commerce-735c67), especialmente em jornadas de compra mais comparativas.

Para marcas de bens de consumo, a iniciativa abre uma frente de mídia e distribuição em um ambiente de intenção imediata. Produtos de reposição, cuidados pessoais, bebidas, itens para animais e conveniência doméstica podem ganhar relevância em uma data historicamente associada a bens duráveis e eletrônicos. O desafio será combinar preço, disponibilidade local e prazo de entrega para converter a exposição promocional em recompra depois de novembro.

A operação também dá mais peso ao papel logístico do iFood. Categorias como mercado e farmácia exigem sortimento mais amplo, estoque integrado e execução rápida em lojas parceiras, enquanto a experiência precisa permanecer simples para quem entra no aplicativo com uma necessidade específica. A Black Friday, nesse contexto, funciona como teste de escala para uma proposta de superapp de compras urgentes e frequentes.

A expansão do iFood ocorre enquanto o varejo busca novas rotas para capturar demanda fora de seus canais próprios. Para empresas de consumo, a lição é que a Black Friday deixa de ser apenas uma disputa por desconto e passa a ser uma disputa por presença na jornada digital. Marcas que trabalham portfólio, disponibilidade e comunicação de produto terão mais condições de aproveitar esse novo espaço, assim como categorias que vêm sendo impulsionadas por [produtos funcionais e novos hábitos de consumo](https://portal.oformi.com.br/noticia/ambev-amplia-guarana-antarctica-zero-com-fibras-e-avanca-em-bebidas-funcionais-080911).