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JB Hi-Fi ampliará mídia em loja em mais de 60% e acelera disputa por retail media

A JB Hi-Fi vai expandir sua rede de mídia em lojas de 140 para 250 telas, reforçando o avanço do retail media físico como fonte de receita, dado de consumo e influência no ponto de venda.

JB Hi-Fi ampliará mídia em loja em mais de 60% e acelera disputa por retail media

A JB Hi-Fi vai ampliar sua rede de mídia dentro das lojas em mais de 60%, num movimento que reforça como o varejo físico volta a ganhar papel central na disputa por atenção, dados e conversão. A companhia planeja sair de 140 para 250 telas ao longo do exercício fiscal em curso, transformando parte de sua malha de lojas em inventário publicitário próprio. A decisão dialoga com a retomada de experiências presenciais como ativo de marca, tema que também aparece em movimentos recentes de varejo acompanhados pelo Portal Formi, como a [ativação da Renner na Paulista](https://portal.oformi.com.br/noticia/renner-transforma-loja-da-paulista-em-oasis-urbano-para-ativar-campanha-de-primavera-42209f).

O avanço coloca a JB Hi-Fi, uma das principais redes de eletrônicos da Austrália, em uma arena cada vez mais estratégica para anunciantes: a mídia de varejo operada no ponto de venda. Diferentemente do inventário digital tradicional, as telas em loja se aproximam do momento de decisão, quando o consumidor já está em contexto de compra e comparando produtos, preços e marcas.

A expansão foi comunicada no contexto da apresentação de resultados do grupo, disponível em seu [centro de relações com investidores](https://investors.jbhifi.com.au/). Para marcas de tecnologia, games, eletrodomésticos, áudio, telefonia e entretenimento, a rede maior de telas abre espaço para campanhas mais próximas da gôndola, com potencial de combinar presença de marca, oferta, lançamento de produto e estímulo de conversão.

O movimento também mostra uma mudança no papel econômico da loja. O ponto físico deixa de ser apenas canal de venda e passa a operar como plataforma de mídia, capaz de gerar receita adicional, oferecer segmentação contextual e reforçar acordos comerciais com fabricantes. Em categorias de alta comparação, como eletrônicos, a capacidade de impactar o consumidor dentro da jornada pode pesar tanto quanto mídia de performance fora do ambiente de compra.

Para CMOs e líderes comerciais, a expansão da JB Hi-Fi reforça uma pergunta que ganha força no varejo global: quem controla o dado e a mensagem no último metro da decisão? A discussão se conecta à pressão sobre preço, sortimento e geografia de consumo já vista em outras frentes, como na análise do Formi sobre como o [CEP passou a influenciar consumo, mídia e distribuição](https://portal.oformi.com.br/noticia/cep-pesa-no-consumo-e-pressiona-marcas-a-rever-preco-midia-e-sortimento-2e22b4).

A aposta em telas próprias também amplia a concorrência entre canais de atenção. Com plataformas digitais mais caras, busca fragmentada por IA e varejistas tentando monetizar seus ecossistemas, a mídia em loja ganha força como alternativa mensurável e próxima da venda. O desafio será provar eficiência sem transformar a experiência de compra em excesso de estímulos, uma tensão semelhante à que recolocou experiências e ativações no centro do marketing em meio à [saturação digital](https://portal.oformi.com.br/noticia/btl-ganha-forca-com-saturacao-digital-e-recoloca-experiencias-no-centro-do-marketing-7d80d0).