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Kantar reorganiza operação no Cone Sul e reforça liderança local no Chile
Kantar nomeia Mariana Fresno para liderar o Cone Sul e Carolina Livacic para comandar o Chile, em uma reorganização que reforça integração regional e uso estratégico de dados em marketing.
A Kantar reorganizou sua estrutura regional na América Latina e anunciou novas lideranças para fortalecer a operação no Chile e no Cone Sul. O movimento ocorre em um momento em que marcas precisam combinar pesquisa, dados e leitura cultural para responder à [fragmentação da busca e das ferramentas de IA](https://portal.oformi.com.br/noticia/google-e-ferramentas-de-ia-fragmentam-a-busca-e-pressionam-marcas-por-credibilidade-65a1ed).
Mariana Fresno assume como Managing Director Southern Cone, com atuação voltada à integração entre mercados da região. Carolina Livacic passa a liderar a Kantar Chile como Managing Director, com foco na operação local e na relação com clientes em um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, mensuração e velocidade de decisão.
A reorganização reforça uma tendência entre empresas de inteligência de mercado: transformar pesquisa em infraestrutura contínua para negócios, e não apenas em diagnóstico pontual de campanha. Para marcas, isso significa depender menos de leituras isoladas e mais de sistemas capazes de conectar comportamento, reputação, mídia, produto e experiência.
No ambiente atual, dados de consumo deixaram de ser uma camada exclusiva de planejamento e passaram a influenciar branding, conteúdo, inovação e atendimento. A mesma pressão aparece em frentes como design e governança de marca, área em que a tecnologia vem ganhando espaço para organizar decisões em escala, como mostra o avanço da [IA aplicada à gestão global de identidade](https://portal.oformi.com.br/noticia/coca-cola-leva-ia-para-governar-design-de-marca-em-escala-global-74772c).
Para agências e times de marketing, a nova configuração regional da Kantar sinaliza uma disputa maior por modelos de atendimento capazes de cruzar visão local com repertório internacional. Em mercados latino-americanos, onde diferenças culturais, econômicas e de mídia mudam rapidamente de um país para outro, a proximidade operacional pode ser decisiva para transformar pesquisa em decisões aplicáveis.
A movimentação também reflete a ampliação do papel das empresas de análise em um cenário de marcas mais expostas, ciclos de comunicação mais curtos e audiências menos previsíveis. Com mais dados disponíveis e mais ruído competitivo, a capacidade de interpretar sinais culturais tende a pesar tanto quanto a coleta em si — uma pressão que também aparece nos processos de [rebrand acelerados pela IA](https://portal.oformi.com.br/noticia/ia-acelera-planos-de-rebrand-e-expoe-disputa-por-governanca-de-marca-903aa4).