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Software no Brasil pode dobrar receita até 2030 e pressiona empresas por talento e escala

Estudo da Softex indica que a receita da indústria de software no Brasil pode saltar de R$ 463,6 bilhões para R$ 877,5 bilhões até 2030, ampliando a pressão por dados, IA, produto e mão de obra qualificada.

Software no Brasil pode dobrar receita até 2030 e pressiona empresas por talento e escala

A indústria brasileira de software pode entrar em uma fase de crescimento acelerado até 2030. O primeiro caderno do levantamento TICs 2026, da [Softex](https://softex.br/), projeta que a receita do mercado interno de tecnologia pode sair de R$ 463,6 bilhões para R$ 877,5 bilhões em quatro anos, movimento que reforça a centralidade do software nas decisões de negócio, marca e operação. A discussão se conecta ao avanço de [IA, dados e credibilidade digital nas marcas](https://portal.oformi.com.br/noticia/google-e-ferramentas-de-ia-fragmentam-a-busca-e-pressionam-marcas-por-credibilidade-65a1ed).

O dado é relevante porque reposiciona tecnologia como infraestrutura de crescimento, e não apenas como área de suporte. Para CEOs, CMOs e líderes de produto, a expansão do setor tende a aumentar a disputa por plataformas, integrações, automação, analytics, segurança e sistemas capazes de transformar dados em receita.

O estudo também acende alertas. A projeção positiva vem acompanhada de preocupações com déficit na balança comercial de tecnologia e com a alta concentração global do setor. Na prática, empresas brasileiras podem continuar ampliando investimentos em software, mas ainda dependentes de fornecedores, nuvens, ferramentas e padrões definidos por poucos grupos internacionais.

Esse cenário afeta diretamente marketing e experiência do consumidor. Plataformas de CRM, mídia programática, e-commerce, gestão de conteúdo, mensuração e personalização passam a ser parte do motor comercial das companhias. A adoção de IA em rotinas de marca, como já aparece em movimentos de [governança de design em escala global](https://portal.oformi.com.br/noticia/coca-cola-leva-ia-para-governar-design-de-marca-em-escala-global-74772c), tende a elevar a exigência por times híbridos entre negócio, tecnologia e criação.

Para o varejo e para empresas de consumo, a expansão do software brasileiro também abre espaço para soluções locais mais adaptadas a meios de pagamento, logística, atendimento, fidelidade e comportamento de compra no País. O desafio será transformar esse crescimento em produto competitivo, com escala, integração e capacidade de disputar orçamento com fornecedores globais.

A leitura para lideranças é que a próxima etapa da transformação digital será menos sobre adoção pontual de ferramentas e mais sobre arquitetura de negócio. O avanço previsto para o setor pressiona empresas a revisar stack tecnológico, governança de dados, contratação de talentos e parcerias estratégicas, em um ambiente no qual [experiências, canais e tecnologia voltam a disputar o centro do marketing](https://portal.oformi.com.br/noticia/btl-ganha-forca-com-saturacao-digital-e-recoloca-experiencias-no-centro-do-marketing-7d80d0).