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Tapt Media reforça vendas em Melbourne e Sydney e mira marcas no áudio comercial

Movimento da Tapt Media reorganiza a frente comercial da rede em Melbourne e Sydney, em um momento em que anunciantes reavaliam áudio, rádio e formatos de mídia com entrega local.

Tapt Media reforça vendas em Melbourne e Sydney e mira marcas no áudio comercial

A Tapt Media ampliou sua estrutura comercial na Austrália com uma promoção e duas novas contratações para as operações de Melbourne e Sydney. Tim Martin passa a atuar como direct sales manager em Melbourne, enquanto Andrea Hall assume como business manager na mesma cidade e Daniel Hughes entra como business manager em Sydney. O movimento reforça a disputa por relacionamento direto com anunciantes em áudio, tema que também aparece na expansão de formatos de mídia mais próximos do ponto de contato com o consumidor, como mostrou o avanço de [retail media em loja](https://portal.oformi.com.br/noticia/jb-hi-fi-ampliara-midia-em-loja-em-mais-de-60-e-acelera-disputa-por-retail-media-4019b1).

A reorganização acontece em uma frente sensível para redes de mídia: a capacidade de traduzir audiência, contexto local e formatos comerciais em receita recorrente. Para marcas, especialmente as que operam com orçamento regionalizado, a força de vendas de uma plataforma de áudio pode ser decisiva na criação de pacotes mais integrados, que combinem rádio, conteúdo, ativações e dados de escuta.

O reforço em Melbourne e Sydney indica que a Tapt Media busca aumentar a cobertura comercial em dois polos relevantes para anunciantes nacionais e locais. Em mercados fragmentados por vídeo curto, creators, streaming e canais digitais, o rádio falado mantém valor estratégico por entregar frequência, hábito e presença em rotinas de deslocamento, trabalho e consumo de notícias.

A movimentação também conversa com uma fase em que marcas estão redistribuindo investimento entre mídia de performance, experiências e canais com maior poder de atenção. No mesmo ambiente, ativações presenciais e culturais voltam a ganhar peso, como no caso de marcas que usam linguagem de comunidade e ocasião de consumo para gerar lembrança. Essa lógica se aproxima da leitura feita pelo Formi sobre [BTL e experiências no centro do marketing](https://portal.oformi.com.br/noticia/btl-ganha-forca-com-saturacao-digital-e-recoloca-experiencias-no-centro-do-marketing-7d80d0).

Para CMOs, a notícia não está apenas nos nomes adicionados à operação, mas no sinal de que publishers e redes de áudio querem vender de forma mais consultiva. Em vez de depender apenas de inventário e audiência, a disputa passa por desenho de soluções, capacidade de atendimento, presença regional e velocidade para transformar conteúdo em proposta comercial.

Esse tipo de ajuste também pressiona marcas a olhar áudio como parte de uma arquitetura de mídia mais ampla, conectada a dados, credibilidade e contexto. Em um cenário em que busca, social e IA fragmentam jornadas de descoberta, canais com confiança e recorrência podem ganhar novo papel no mix, especialmente para anunciantes que precisam sustentar alcance e memória de marca, ponto já discutido pelo Formi na análise sobre [credibilidade das marcas em ambientes de IA e busca](https://portal.oformi.com.br/noticia/google-e-ferramentas-de-ia-fragmentam-a-busca-e-pressionam-marcas-por-credibilidade-65a1ed).